A luz cai no começo da noite e não volta. A portaria para, os portões travam, as câmeras apagam e o perímetro fica no escuro. Em 3 de novembro de 2023, um temporal deixou cerca de 2,1 milhões de imóveis sem energia no estado de São Paulo (g1, 15/02/2024). Segundo a área técnica da ANEEL, a energia só voltou para todos na área da Enel SP uma semana depois, em 10 de novembro (Estadão, 09/02/2024).

Na hora de se preparar, o síndico costuma ouvir três propostas: o nobreak de portaria que segura "por até oito horas", o gerador e a bateria solar. Este texto compara as três pelo que pesa na decisão: quanto custa, quantas horas segura e que trabalho dá.

Resposta curta: o que cada opção entrega ao condomínio

  • Nobreak de portaria: só chega perto de 8 horas com baterias externas extras. Em geral, usa baterias de chumbo-ácido, que precisam ser trocadas a cada poucos anos.
  • Gerador: é a opção para cargas pesadas, inclusive elevador. O SíndicoNet fala em cerca de R$ 100 mil só pelo equipamento, com instalação e adaptações à parte. Em Porto Alegre, o investimento total para um condomínio de médio porte fica entre R$ 100 mil e R$ 250 mil, segundo fornecedor ouvido pela GZH. Tem ainda manutenção mensal e, em geral, aprovação em assembleia.
  • Bateria solar por assinatura (SunnySafe, da SunnyHUB): assinatura mensal, sem compra do equipamento, com recarga pelo sol. Na maioria dos casos, a redução na conta de luz cobre a mensalidade; em alguns condomínios, fica um custo líquido de cerca de R$ 300 a R$ 400 por mês. No Condomínio Edifício Imperial, na Mooca (SP), o sistema foi dimensionado para cerca de 12 horas com 1.000 W à noite. O nível de carga varia conforme o uso e o clima.

O que precisa ficar ligado no condomínio durante o apagão?

Em geral, a lista é de segurança e acesso: portaria ou portaria virtual, portões, controle de acesso, câmeras e iluminação do perímetro.

Elevador e bombas são outra conversa. A partida do elevador puxa uma corrente muito alta, e atendê-la com bateria exigiria um inversor muito grande. Por isso o SunnySafe normalmente não atende elevadores e não promete manter bombas. Se o elevador é prioridade, o caminho é o gerador.

Foi o que pesou num prédio de Porto Alegre ouvido pela GZH. O síndico contou que os moradores queriam "a segurança na entrada do prédio, com portões e iluminação funcionando em caso de queda de energia" e que as pessoas idosas pudessem se deslocar, porque "antes ficavam presas em casa ou até no elevador". O prédio dele escolheu um gerador.

Nobreak de portaria: dá mesmo 8 horas?

É uma promessa frequente de fornecedores. Um fornecedor de segurança ouvido pelo SíndicoNet diz que o nobreak pode manter a portaria remota "por até oito horas". Segundo ele, é uma boa opção para condomínios que "não sofrem com a falta de energia por longos períodos". O guia foi publicado em 2015 e atualizado em dez/2023, e não diz com que carga essas horas foram medidas nem de quando é a informação.

Os manuais dos fabricantes mostram como se chega lá. No manual do nobreak SMS PRO de 700 VA (jun/2023), um DVR com 8 câmeras fica ligado 27 minutos só com as baterias internas. Com um módulo externo de 40 Ah, vai a 4h10. Passa de 8 horas (9h07) só com um módulo de 80 Ah.

A fabricante TS Shara diz o mesmo: 8 horas "geralmente" exigem um banco de baterias externo, com espaço e ventilação.

Essas baterias têm prazo. A mesma TS Shara fala em vida útil média "geralmente de 2 a 5 anos". O calor piora a conta: segundo o manual técnico da Moura, a vida útil cai cerca de 50% a cada 10 °C acima de 25 °C. Na prática, o condomínio troca as baterias a cada poucos anos. E, quando elas se esgotam no meio do apagão, o nobreak só recarrega depois que a energia da rede volta.

Gerador: quanto custa de verdade?

O gerador segura cargas pesadas e funciona enquanto houver diesel. O que assusta é o preço.

  • Equipamento: segundo o SíndicoNet, um gerador de 60 kVA, carenado e com isolamento acústico, custa em média R$ 100 mil só pelo equipamento, sem a instalação. Instalação e adaptações vêm à parte. Só o cabeamento, diz o guia, "pode chegar a custar mais de um terço do preço do produto". O guia foi publicado em 2015 e atualizado em dez/2023, e não informa a data do preço.
  • Investimento total: em Porto Alegre, um fornecedor ouvido pela GZH fala em R$ 100 mil a R$ 250 mil para um condomínio médio, já com a instalação. Um condomínio de duas torres citado na reportagem investiu cerca de R$ 200 mil, em média cerca de R$ 1,7 mil por unidade.
  • Todo mês: manutenção em torno de R$ 600, segundo a mesma reportagem, mais diesel e revisão anual.
  • Aprovação: o investimento costuma passar por assembleia. A compra "demora de um a dois anos" para sair, segundo o fornecedor ouvido pela GZH.
  • Ligação à rede: na área da Enel SP, o gerador precisa de chave reversora e de liberação da distribuidora antes de funcionar (NT 6.008).

E o Corpo de Bombeiros? Em São Paulo, quando o gerador alimenta sistemas de incêndio ou guarda combustível no prédio, o projeto de incêndio e o AVCB precisam atender requisitos das instruções técnicas do Corpo de Bombeiros. Entre eles: partida automática, circuitos próprios e sala protegida contra fogo (IT 41/2025 e IT 18/2025), além de limites para o tanque de diesel, como 500 litros no subsolo (IT 25/2025, cópia hospedada no site do CBMRS). Isso traz custo de adaptação e infraestrutura. A exigência da sala protegida não vale para prédios anteriores a 2001. Nem todo gerador cai nessas regras: depende do que ele alimenta e de onde fica o combustível. No Rio Grande do Sul, o processo equivalente com os Bombeiros é o PPCI.

Caso real: o Condomínio Edifício Imperial, na Mooca (SP), trocou os nobreaks por bateria solar

O problema. O Condomínio Edifício Imperial fica na Mooca, zona leste de São Paulo. Segundo relato do condomínio à SunnyHUB, a região tem boa incidência de apagões longos, e a maior preocupação era a segurança do perímetro à noite. Os nobreaks que o prédio usava não aguentavam os apagões mais longos e exigiam muita manutenção e trocas regulares, o que gerava prejuízo.

A solução. O condomínio instalou o SunnySafe, a bateria solar por assinatura da SunnyHUB para condomínios: três baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP) de 5 kWh cada, 15 kWh nominais. Quando falta energia, a bateria entra automaticamente.

Equipamentos brancos de bateria e inversor fixados na parede de uma sala técnica, com luzes verdes de funcionamento acesas. Baterias e inversor híbrido do SunnySafe instalados na área técnica do Condomínio Edifício Imperial, na Mooca (SP). Foto: SunnyHUB.

Por que o projeto partiu das baterias. No telhado foram instalados 14 painéis solares (6,84 kWp). Não havia espaço para gerar todo o consumo do condomínio, então o foco foi manter ligado o que não pode parar.

Vista aérea de um prédio residencial com uma fileira de painéis solares no telhado, ao lado de uma avenida. Os 14 painéis solares na cobertura do Imperial: pouco espaço disponível, por isso o projeto partiu das baterias. Foto: SunnyHUB.

O que fica ligado: os refletores de todo o perímetro, a portaria virtual, os portões de pedestres e de veículos e o controle de acesso por biometria facial. Elevadores e bombas não estão entre as cargas protegidas.

A conta. Essas cargas consomem cerca de 200 W de dia e cerca de 1.000 W à noite, quando os refletores acendem. O sistema foi dimensionado para cerca de 12 horas, o bastante para atravessar a noite e recarregar com o sol no dia seguinte: 1.000 W × 12 h = 12 kWh, abaixo dos 15 kWh nominais. É um valor de projeto, e o nível de carga varia conforme o uso e o clima.

Aviso no WhatsApp. A SunnyHUB monitora a bateria e estima quanto tempo ainda resta. Durante o apagão, o condomínio recebe no WhatsApp o nível da bateria e o tempo até ela ficar baixa, e pode se planejar.

Na conta de luz. O condomínio teve redução média de cerca de R$ 800 por mês na conta de luz ao longo do ano (cerca de R$ 500 nos meses de inverno), segundo dados do condomínio informados pela SunnyHUB. O número é a redução na conta. A mensalidade do SunnySafe é paga à parte, e o resultado vale para o projeto do Imperial, não para qualquer prédio.

Como funciona o SunnySafe e como fica o custo para o condomínio

O SunnySafe junta painéis solares e baterias no condomínio. É uma assinatura mensal, sem compra do equipamento. As condições vêm na proposta. A manutenção e o monitoramento ficam com a SunnyHUB.

  • Mensalidade: na maioria dos casos, a redução na conta de luz cobre a mensalidade, e muitas vezes sobra economia. Em alguns condomínios, fica um custo líquido de cerca de R$ 300 a R$ 400 por mês.
  • Aprovação: em geral, não exige assembleia. O síndico, sozinho ou com o conselho, costuma aprovar dentro do orçamento existente, mas a convenção de cada condomínio pode pedir outro caminho.
  • Onde: regiões metropolitanas de São Paulo e Porto Alegre.

Outro caso: o Ipanema Mountain Ville, em Porto Alegre

Nem todo condomínio é prédio. O Ipanema Mountain Ville é um condomínio horizontal em Porto Alegre, e ali portões e controle de acesso ficam concentrados na portaria da entrada. Por isso o SunnySafe foi instalado no pórtico de entrada.

Veja o vídeo da SunnyHUB sobre o SunnySafe:

Assista no YouTube

Nobreak de portaria, gerador ou SunnySafe: tabela comparativa

Critério Nobreak de portaria Gerador SunnySafe
Para começar Compra ou locação com a empresa de portaria (nobreak e módulos) ~R$ 100 mil só o equipamento, com instalação à parte (SíndicoNet); R$ 100–250 mil de investimento total em condomínio médio em POA (GZH) Sem compra do equipamento; condições comerciais na proposta
Todo mês Troca de baterias a cada poucos anos ~R$ 600 de manutenção, mais diesel Na maioria dos casos, coberto pela redução na conta; em alguns, custo líquido de ~R$ 300 a 400
Autonomia Normalmente de 2 a 4 h Enquanto houver diesel Imperial: ~12 h com 1.000 W; o nível de carga varia conforme o uso e o clima
Recarga Pela rede Abastecimento de diesel Pelo sol
Elevador e bombas Não é o uso previsto Sim, conforme o projeto Normalmente não
Aprovação Depende do contrato com a empresa de portaria Costuma passar por assembleia Em geral, síndico ou conselho
Obra e regras Espaço e ventilação para o banco externo Bombeiros, conforme o caso (sala, circuitos, tanque), e concessionária Avaliação técnica do condomínio
Aviso de carga Depende do modelo Depende do modelo WhatsApp com nível e tempo estimado

Perguntas frequentes

Precisa de assembleia para instalar o SunnySafe? Em geral, não. O síndico, sozinho ou com o conselho, costuma aprovar dentro do orçamento existente, mas vale conferir a convenção.

A bateria solar segura o elevador? Normalmente, não, porque a partida do elevador exige um inversor muito grande. Se o elevador é prioridade, o caminho é o gerador.

Quanto custa o SunnySafe? É uma assinatura mensal, sem compra do equipamento, e as condições vêm na proposta. Na maioria dos casos, a redução na conta de luz cobre a mensalidade, e muitas vezes sobra economia. Em alguns condomínios, fica um custo líquido de cerca de R$ 300 a R$ 400 por mês.

E se o apagão durar mais que a bateria? As cargas desligam até o sol recarregar a bateria ou a rede voltar. O aviso no WhatsApp mostra antes quanto tempo resta, para o condomínio se organizar.

Checklist do síndico antes de decidir

  1. O que precisa ficar ligado? Portaria, portões, câmeras, iluminação, elevador?
  2. Por quantas horas, e à noite?
  3. Quem troca as baterias, e a cada quanto tempo?
  4. Quem avisa quando a carga estiver acabando?
  5. Precisa de assembleia?
  6. Quanto sai em 12 meses, somando investimento, mensalidade e manutenção?

E em casa ou na pequena empresa?

A lógica é a mesma na SunnyBOX, a locação solar com bateria da SunnyHUB para casas e imóveis com telhado disponível: painéis e uma bateria LFP de 5 kWh, dimensionada conforme as cargas essenciais. Conheça a SunnyBOX.

Próximo passo

Peça um diagnóstico do SunnySafe para o seu condomínio. A SunnyHUB mapeia as cargas da portaria e do perímetro e mostra quantas horas elas precisam aguentar.

Referências